Você já sentiu que, por mais que faça, nunca é o suficiente?
Mesmo quando tudo dá certo, vem aquela voz interna dizendo:
“Podia ter feito melhor.”
“Você não se esforçou o bastante.”
Essa voz é o que chamamos de cobrança interna um tipo de diálogo mental que, em vez de motivar, acaba esgotando.
E quando ela se junta ao perfeccionismo, o resultado é um ciclo de insatisfação e culpa.
Mas a boa notícia é: é possível aprender a ser gentil consigo mesmo.
1. Entendendo a cobrança interna
A cobrança interna nasce da tentativa de sermos aceitos e valorizados.
Muitos de nós crescemos acreditando que “valer alguma coisa” depende de desempenho.
Então, quando falhamos, nosso cérebro interpreta como ameaça e ativa o modo “autocrítica”.
Mas essa cobrança, que parece proteger, na verdade nos impede de descansar, celebrar e reconhecer conquistas.
2. O lado invisível do perfeccionismo
O perfeccionismo costuma parecer virtude, mas ele não é sobre fazer bem feito é sobre medo de errar.
Pessoas perfeccionistas geralmente:
- Têm medo de decepcionar os outros.
- Sentem dificuldade de se sentir satisfeitas.
- Adiam tarefas por medo de falhar.
- Se cobram o tempo todo, mesmo em situações simples.
O perfeccionismo não busca excelência, busca aprovação.
3. Como aliviar a cobrança interna
Lidar com a autocrítica não significa “parar de se cobrar”, mas mudar a forma como você se cobra.
Aqui estão algumas estratégias práticas:
- Pratique a autocompaixão: fale consigo mesmo como falaria com um amigo.
- Aceite o erro como parte do processo: ninguém cresce sem tropeçar.
- Reveja suas expectativas: será que você está exigindo demais de si?
- Celebre pequenas conquistas: isso ensina o cérebro a reconhecer progresso.
Você não precisa ser perfeito precisa ser humano.
4. O impacto da autocrítica na saúde emocional
A cobrança constante gera tensão, ansiedade e até sintomas físicos, como insônia e dores musculares.
Com o tempo, ela pode afetar a autoestima e a capacidade de se sentir merecedor de descanso ou prazer.
Quando o “eu crítico” fala alto demais, o “eu real” perde espaço.
5. O papel da terapia na reconstrução do autocuidado
A terapia ajuda a entender de onde vem essa necessidade de perfeição e a construir uma nova relação consigo mesmo.
No processo terapêutico, você aprende a equilibrar esforço e gentileza, meta e descanso, autocobrança e aceitação.
É o espaço onde o “preciso ser perfeito” pode, finalmente, se transformar em “posso ser eu mesmo”.
Conclusão
A cobrança interna não desaparece da noite pro dia ela se acalma quando encontra acolhimento e consciência.
Ser gentil com você não é fraqueza, é maturidade emocional.
Permita-se errar, recomeçar e celebrar o simples fato de estar tentando.
Afinal, você já é suficiente mesmo imperfeito.